quinta-feira, 27 de março de 2008

Noites solitárias

Noites solitárias
Observo o céu chuvoso
Iluminado pelos relâmpagos
Lembranças
Serpentes de fogo deslizam pelo céu
Enquanto a sinfonia monótona da noite prossegue
Grilos, sapos, fantasmas, vultos
Combinações bizarras de luzes e trevas
Noites solitárias
Sem ter a quem abraçar
Noites úmidas e frias

Os fleches se tornam mais fracos

Pirilampos,
Estrelas cadentes
Tudo que tem luz
Iluminem meus versos
Que no delírio das diafaneidades
Removam o limo do meu pensar
Cadencias apaixonadas
Das sinfonias de Mozart
Desenclausuradas fluam nas palavras
Rejam, reajam

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