Amo tua loucura
Teus devaneios
Teus sonhos insólitos
Teu carnaval
Deixa o vento soprar
Inflar as velas
Quero navegar ao teu lado
Neste oceano de brumas
Seguir rumo aos horizontes
Que me excitam
Que me atiçam
Onde o céu e a terra
Se unem em um beijo apaixonado
As vezes molhado de oceano
terça-feira, 29 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
Adreno-poesia
Estou à procura de novidades
Andei catando alguns verbos
Peneirando alguns adjetivos
Procurando por algum que luzisse
Polens de paz trazidos por ventos de amor!
Pra sintetizar uma poesia reativa
que decomponha as moléculas
de veneno de tua alma
em inofensivas proteínas
Poesia que faça sorrir
Este teu coração preguiçoso,
De felina manhosa,
Poesia que erice os pelos do teu corpo,
Que te incedeie de calor
E te faça querer se despir,
De toda culpa,
De todo medo,
Poesia safada,
Que mordisca o grelo de sua orelha,
E te faz ouvir inefáveis sinfonias
Que percorrem o teu corpo
Reverberando em teus seios intumescidos,
Andei catando alguns verbos
Peneirando alguns adjetivos
Procurando por algum que luzisse
Polens de paz trazidos por ventos de amor!
Pra sintetizar uma poesia reativa
que decomponha as moléculas
de veneno de tua alma
em inofensivas proteínas
Poesia que faça sorrir
Este teu coração preguiçoso,
De felina manhosa,
Poesia que erice os pelos do teu corpo,
Que te incedeie de calor
E te faça querer se despir,
De toda culpa,
De todo medo,
Poesia safada,
Que mordisca o grelo de sua orelha,
E te faz ouvir inefáveis sinfonias
Que percorrem o teu corpo
Reverberando em teus seios intumescidos,
outro lado da lua romântica
Você nunca viu o outro lado da lua romântica
Onde não há canções de amor
O lado frio e deserto
Onde os espectros moram eternamente
Atormentados
O lado da lua que é desconhecido dos poetas,
E até mesmo dos lobos que uivam hipnotizados
O lado nunca revelado
Oculto, aprisionado
Toda lua tem um lado amargo
Um cemitério, onde descansam os enjeitados
Você nunca viu, e nunca vera!
A aridez de minhas palavras
Em versos desidratados
Versos quebradiços
Resquícios de antigos vícios
Versos que são buracos negros
Dos quais nem a luz escapa
Palavras palafitas,
Ribeirinhas em suas canoas,
Remando suplicantes
Que trocam de significado
Num educado sincronismo
Que ora beira o cinismo
Ora, namora o abismo
E formam um tipo de espelho côncavo
Que ora faz rir
Ora espanta e causa ojeriza
Quero reduzir tudo a escombros,
à pó, e o pó, aos átomos
E os átomos à partículas
E as partículas a energia
Sou um sobrevivente
É difícil dizer isto
Sobreviventes são por vezes
Criaturas deformadas,
Maculadas,
Despidas da pureza original,
Repugnantes!
Onde não há canções de amor
O lado frio e deserto
Onde os espectros moram eternamente
Atormentados
O lado da lua que é desconhecido dos poetas,
E até mesmo dos lobos que uivam hipnotizados
O lado nunca revelado
Oculto, aprisionado
Toda lua tem um lado amargo
Um cemitério, onde descansam os enjeitados
Você nunca viu, e nunca vera!
A aridez de minhas palavras
Em versos desidratados
Versos quebradiços
Resquícios de antigos vícios
Versos que são buracos negros
Dos quais nem a luz escapa
Palavras palafitas,
Ribeirinhas em suas canoas,
Remando suplicantes
Que trocam de significado
Num educado sincronismo
Que ora beira o cinismo
Ora, namora o abismo
E formam um tipo de espelho côncavo
Que ora faz rir
Ora espanta e causa ojeriza
Quero reduzir tudo a escombros,
à pó, e o pó, aos átomos
E os átomos à partículas
E as partículas a energia
Sou um sobrevivente
É difícil dizer isto
Sobreviventes são por vezes
Criaturas deformadas,
Maculadas,
Despidas da pureza original,
Repugnantes!
Quando faz sol
Quando faz sol
Quero sombra
Quando chove
Quero sol
porque você não é tudo aquilo que eu amo?
porque não sou tudo aquilo que você ama?
As vezes você faz tanto calor
E as vezes frio demais!
Quero sombra
Quando chove
Quero sol
porque você não é tudo aquilo que eu amo?
porque não sou tudo aquilo que você ama?
As vezes você faz tanto calor
E as vezes frio demais!
Encanto
queria que estes versos
fossem tão belos
quanto belos são teus cabelos negros
naturalmente lisos
queria que fossem
firmes como teus seios
doces como tua voz rouca
morenos como tua pele
claros e perfeitos como teus dentes,
justapostos e perfeitamente
distribuidos em tua boca
Então eu os dar-te-ia
para que tivesses
a justa medida do meu encanto
fossem tão belos
quanto belos são teus cabelos negros
naturalmente lisos
queria que fossem
firmes como teus seios
doces como tua voz rouca
morenos como tua pele
claros e perfeitos como teus dentes,
justapostos e perfeitamente
distribuidos em tua boca
Então eu os dar-te-ia
para que tivesses
a justa medida do meu encanto
Chocolate
Escrevo o que não sinto
sou um mentiroso!
As mentiras são doces
como brigadeiros
Implosão!
As verdades são amargas
as vezes precisamos
adicionar a realidade
um pouco de açucar e leite
e então elas se tornaram irresistiveis!
sou um mentiroso!
As mentiras são doces
como brigadeiros
Implosão!
As verdades são amargas
as vezes precisamos
adicionar a realidade
um pouco de açucar e leite
e então elas se tornaram irresistiveis!
Fazer poesia
Quero fazer poesia
que faça chorar
que faça sorrir
parar e refletir.
mas que seja poesia
que alguém queira
guardar em um caderno com carinho
ou quem sabe em um cantinho do coração
que faça chorar
que faça sorrir
parar e refletir.
mas que seja poesia
que alguém queira
guardar em um caderno com carinho
ou quem sabe em um cantinho do coração
onda-particula
O homem injustiçado,
o homem que não se permitiu amar.
Não amou por medo de se machucar
não se machucou
mas também não amou
Tem um vazio na alma
uma secura na boca
Louco, louco, louco...
Ele diz pra si mesmo
olhando para o mar
e para as ondas que arrebentam na praia
Tem agora, a real consciencia
de sua condição de onda particula
sempre oscilando
entre as frstração e a esperança
Vê as ondas e sente
que esta cada vez mais proxima a arrebentação
Que bom lugar é o mar para se pensar na vida
vendo os carros passarem lá embaixo
Que bom lugar é o alto de um viaduto
ouvindo o barulho das ondas
Um homem sem esperança
encontra no ronco dos motores
uma interferencia destrutiva
que simplesmente anula
o ruído que vem do coração
Ele olha,
tira a roupa,
e se atira no mar,
se lançando às ondas,
debaixo das rodas de um coletivo!
o homem que não se permitiu amar.
Não amou por medo de se machucar
não se machucou
mas também não amou
Tem um vazio na alma
uma secura na boca
Louco, louco, louco...
Ele diz pra si mesmo
olhando para o mar
e para as ondas que arrebentam na praia
Tem agora, a real consciencia
de sua condição de onda particula
sempre oscilando
entre as frstração e a esperança
Vê as ondas e sente
que esta cada vez mais proxima a arrebentação
Que bom lugar é o mar para se pensar na vida
vendo os carros passarem lá embaixo
Que bom lugar é o alto de um viaduto
ouvindo o barulho das ondas
Um homem sem esperança
encontra no ronco dos motores
uma interferencia destrutiva
que simplesmente anula
o ruído que vem do coração
Ele olha,
tira a roupa,
e se atira no mar,
se lançando às ondas,
debaixo das rodas de um coletivo!
função de onda
voltei a escrever versos
fazer poesia
dizem que minha poesia é vazia
mas já parou pra pensar
quanta coisa tem lá no vazio?
é! Lá tem particulas
Estrofes que oscilam
esperando para serem trazidas a existencia
por um foton bem energético
ou por um observador generoso
que faça a função de onda colapsar
fazer poesia
dizem que minha poesia é vazia
mas já parou pra pensar
quanta coisa tem lá no vazio?
é! Lá tem particulas
Estrofes que oscilam
esperando para serem trazidas a existencia
por um foton bem energético
ou por um observador generoso
que faça a função de onda colapsar
terça-feira, 8 de julho de 2008
mochila empoeirada
Voltei trazendo na mochila empoeirada
Ventos que cantavam
por entre os cercados dos currais,
acariciando delicadamente as dunas de areia,
Lambendo maliciosamente a pele do mar,
eriçando suas ondas.
Voltei trazendo na mochila empoeirada
um peito repleto de frutos do mar,
um coração apaixonado,
Encharcado de mar e de estrada,
Louco pra naufragar em teus braços,
Pra me perder em teu abraço.
Amor estou pronto pra você?
Você esta pronta pra mim?
Ventos que cantavam
por entre os cercados dos currais,
acariciando delicadamente as dunas de areia,
Lambendo maliciosamente a pele do mar,
eriçando suas ondas.
Voltei trazendo na mochila empoeirada
um peito repleto de frutos do mar,
um coração apaixonado,
Encharcado de mar e de estrada,
Louco pra naufragar em teus braços,
Pra me perder em teu abraço.
Amor estou pronto pra você?
Você esta pronta pra mim?
retrato
Pintar seu retrato não foi nada fácil!
Com pinceladas suaves, mas firmes
Criei os contrastes.
Um pouco de brilho do sol em seus olhos,
E do luar em seu sorriso
Porque seu olhar me aquece
E seu sorriso me enternece,
Ele é sereno como o brilho da lua
Refletido no mar e me faz suspirar
Em seus cabelos fiz um mix de tons,
misturei rock, blues e baião,
Um pouco de samba nas pontas
E carimbó nas raízes
Para pintar suas mãos
Usei as estrelas,
Constelações inteiras,
Por serem pequenas e delicadas!
Com o céu azul pintei seus seios.
Firmamento!
Finalmente em seus quadris
Coloquei o balanço das ondas...
E suas pernas
Pintei com as correntezas dos rios.
Elas arrastam meu olhar,
Arrastam meu coração
E eu me deixo arrastar
Até descansar feito aluvião em teu leito
Com pinceladas suaves, mas firmes
Criei os contrastes.
Um pouco de brilho do sol em seus olhos,
E do luar em seu sorriso
Porque seu olhar me aquece
E seu sorriso me enternece,
Ele é sereno como o brilho da lua
Refletido no mar e me faz suspirar
Em seus cabelos fiz um mix de tons,
misturei rock, blues e baião,
Um pouco de samba nas pontas
E carimbó nas raízes
Para pintar suas mãos
Usei as estrelas,
Constelações inteiras,
Por serem pequenas e delicadas!
Com o céu azul pintei seus seios.
Firmamento!
Finalmente em seus quadris
Coloquei o balanço das ondas...
E suas pernas
Pintei com as correntezas dos rios.
Elas arrastam meu olhar,
Arrastam meu coração
E eu me deixo arrastar
Até descansar feito aluvião em teu leito
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