terça-feira, 11 de novembro de 2008

fissão

Nos já sabemos
Onde isso vai acabar
O fim nunca foi o problema
O difícil é aceitar
Que a fissão é um processo natural
E até necessário a sobrevivência
Eu descobri uma nova estrada
Que dá em uma enseada
Nunca pensei em eu, sem nós dois
Aquele sol que brilha
Esta morrendo
Como um mero amor
Entre mortais
Poderia almejar a eternidade?
Queria que nossos olhos vissem esse por de sol
Sei que o sol vai se apagar um dia
Mas tenho a certeza de que eu nunca verei isso acontecer
Queria que nossa historia tivesse sido
Assim também

Brilhos fosseis

A vida explode
Em espasmos
Em frenesis
Formas diversas
Elegantes
Fractais
Ideais
O tempo escoa
Por entre as estruturas
Enchendo-as de vida
Mas o viço se esvai
Com o tempo
Restando as pegadas
das manadas
Restam os brilhos fosseis
De estrelas

No fundo do coração

Você é linda
como aquelas canções
mais lindas
que eu gosto de ter no pensamento
e cantar naqueles momentos
de solidão!
Daquelas que de repente
a gente canta sem querer
porque esta sempre
guardada no fundo do coração

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

o cintilar da tua presença

Quero te encher de mimos
E ver teu sorriso
Se esparramar feito espuma
Que as ondas
Desenham na areia
Ah como é gostoso
Ouvir o teu riso,
Tua voz me recreia
Me delicio ao ver-te nua
Feito lua em um céu
Cercada de estrelas
Eu preciso do teu encanto
Em cada canto deste meu universo
Ter o cintilar da tua presença

MONOLOGO

Detesto monologos
mas não de te deixo falar
por medo
medo de que fales com tua boca
o que meu coração já me havia dito

Detesto monologos
mas sigo falando só,
como um insano.

tantas vezes eu te falei
que me importocom o teu sentimento.
Sou um grande mentiroso!
Pois eu só me importo comigo mesmo
e com o que vai acontecer
quando este monologo
finalmente acabar