domingo, 15 de novembro de 2009

compotas

ah! meus dias são páginas em branco
Quando eu os releio
não encontro registros
como se não tivessem sido vividos
quanto tempo incinerado
e guardado em potes funerários
feito compotas estragadas
onde só existe botolismo!
ah! que desgosto...

alambique

gota
gota
gota
verso raro
veneno potente
anestesiante
doce
penetrante
pinga
deste velho alambique
chamado coração

Estrela

Em meio a milhares de rostos avistei o teu
Como uma estrela brilhando em uma nebulosa
ó estrela, minha estrela
brilho que em meus olhos não cansa
e alcança o seu brilho máximo
nuvens indolentes insistem em esconder de mim tua luz
mas não apagam da minha memória o teu brilho
Essas nuvens irão embora em breve
mas tu permanecerás para sempre em meu coração